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Aconteceu no Domingo, 25 maio 14, eu pilotando, com a ajuda do aluno Ronaldo no "cabo" e no resgate, e o aluno Rodolpho birutando o voo.
Ela tem quatro filhos, 11 netos, um bisneto e uma história de muita aventura. Mas ela quis ir além e realizou o sonho de voar de parapente.
GLOBOTV.GLOBO.COM

 

 

A Matéria ficou muito boa, ela dá um exemplo de vida, disposição e alegria para todos. Vale a pena assistir !

 

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Tipos de alongamento

Os exercícios de alongamento podem ser dos seguintes tipos:

  • Alongamento ativo (estático e dinâmico);
  • Alongamento passivo (estático e dinâmico);
  • Alongamento isométrico;
  • Facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP).

Ativo

Compreende exercícios de alongamento em que um indivíduo assume uma posição alongada utilizando somente a contração dos músculos agonistas do movimento. Nos exercícios ativo-estáticos o indivíduo alcança e mantém esta posição sem nenhuma ajuda além da própria contração. Estes alongamentos são difíceis de se manter por mais de dez segundos. Os alongamentos ativo-dinâmicos consistem em oscilações controladas dos membros para atingir os limites da amplitude de movimento. Estes exercícios são executados em séries e devem ser interrompidos se houver algum sinal de fadiga.

Passivo

Exercícios do método passivo de alongamento utilizam forças externas para auxiliar a alcaçar a flexibilidade máxima, como parceiros, pesos, gravidade ou outros. Nos alongamentos passivo-estático, o indivíduo assume uma posição alongada e a mantém por um período de tempo que pode variar de 10 segundos até alguns minutos. Nos exercícios de alongamento passivo-dinâmico há movimento de oscilação com ritmo e amplitudes variadas. Este é o método mais seguro de alongamento, mesmo quando não é corretamente executado, por causa do mecanismo reflexo de alongamento.

Isométrico

É um tipo de alongamento passivo-estático que combina contração isométrica. Este método apresenta ganhos de flexibilidade mais rápidos do que a utilização do método passivo somente. No entanto, este exercício de alongamento trás maiores exigências ao músculo alongado. Este alongamento consiste em assumir uma posição de alongamento passivo, em seguida contrair o músculo alongado contra algo que não se mova (como um parceiro), manter esta contração por alguns segundos e depois relaxar.

Facilitação neuromuscular proprioceptiva

Muito utilizado em fisioterapia e em esportes que necessitam muita flexibilidade como ginástica rítmica, este tipo de exercício é uma combinação dos alongamentos isométrico e passivo e possui algumas variações:

  • Hold-relax: consiste em executar um alongamento isométrico, relaxar por um curto período de tempo e então alongar o músculo ainda mais.
  • Hold-relax-contract ou contract-relax-antagonist-contract (CRAC): o indivíduo alonga, contrai o músculo alongado, relaxa por poucos segundos, em seguida contrai o músculo antagonista do alongamento e mantém por alguns segundos.
  • Hold-relax-swing: é uma combinação dos alongamentos isométrico, passivo-estático e dinâmico. Esta técnica deve ser usada com cautela pelo risco que apresenta. É semelhante ao método hold-relax mas inclui um alongamento dinâmico (oscilação) no lugar do último alongamento passivo.

Os exercícios de alongamento devem ser feitos por todas as pessoas, em qualquer idade, a qualquer hora, e não requerem equipamento especial, nem treinamento prévio. É importante fazer os alongamentos de manhã, antes e depois da prática esportiva, durante uma atividade física estressante ou quando sentir seus músculos com mais tensão.

Certo

Respirar suavemente.

Alongar os músculos de forma lenta e calma.

Procurar manter uma boa postura.

Manter cada alongamento por 10 a 15 segundos.

 

Errado

Fazer os exercícios apressadamente.

Alongar os músculos de forma abrupta ou dando solavancos.

Alongar até sentir dor.

Prender a respiração enquanto alonga.

Algumas ocasiões em que se devem evitar exercícios de alongamento

- Sempre que houver evidência de um processo inflamatório agudo ou infeccioso.

- Sempre que um bloqueio ósseo limitar a amplitude articular, deve-se evitar o aumento da    flexibilidade.

- Após uma fratura recente.

BENEFÍCIOS DO ALONGAMENTO

*    Aumento da temperatura; ativa a circulação;

*    Reduz o risco de entorse articular ou lesão muscular;

*    Reduz a irritabilidade muscular; relaxa a musculatura;

*    Torna o músculo mais forte e resistente;

*    Benefícios para a coordenação, pois os movimentos tornam-se mais soltos e fáceis;

*    Facilita atividades como: corrida, dança, tênis, natação, ciclismo, na medida em que prepara o corpo para a atividade. Fazer alongamentos nessas situações é como sinalizar para os músculos que estão prestes a ser utilizados;

*    Desenvolve a consciência corporal. Melhorando a postura, conforme alonga, as várias partes do seu corpo, você as focaliza e entra em contato com as mesmas. Você aprende a conhecer-se;

*    Ajuda a liberar os movimentos bloqueados por tensões emocionais, de modo que isto aconteça de forma espontânea;

*    Reduz as tensões articulares provocadas por músculos muito encurtados, que na maioria das vezes são responsáveis por problemas articulares (principalmente em idosos ou em indivíduos que se viciam em posições erradas do dia a dia);

*    Aumento da eficiência mecânica por permitir a realização dos gestos desportivos em faixas aquém do limite máximo onde a resistência ao gesto é maior;

*    Permite a realização de gestos e movimentos que sem esta seriam simplesmente impossíveis;

*    Diminuição de riscos de lesões e distensões, apesar de não confirmado experimentalmente;

*    Propicia condições para melhoria da agilidade, força e velocidade, reduzindo a deteorização física associada com a idade;

*    Aumenta o relaxamento muscular;

*    Reduz a resistência tensiva muscular antagonista e aproveita mais economicamente a força dos músculos agonistas.

OBJETIVOS DO ALONGAMENTO

*    Restaurar a amplitude de movimento normal na articulação envolvida e a mobilidade das partes moles adjacentes a esta articulação;

*    Prevenir o encurtamento ou tensionamento irreversíveis de grupos musculares;

*    Facilitar o relaxamento muscular;

*    Aumentar a amplitude de movimento de uma área particular do corpo ou corporal de forma geral antes de iniciar os exercícios de fortalecimento;

*    Reduzir o risco de lesões músculo-tendinosas (tendinite).

INDICAÇÕES DO ALONGAMENTO

*    Quando a amplitude de movimento de uma articulação estiver limitada por contratura ou outra anormalidade das partes moles que levam ao encurtamento dos músculos, tecidos conjuntivos ou tecidos epidermais;

*    Quando a limitação da movimentação da articulação causa deformidades esqueléticas evitáveis que podem influenciar na simetria corporal e postura;

*    Quando os músculos tensos ou encurtados interferem na atividade de vida diária ou na atividade física;

*    Quando existe um desequilíbrio muscular, ou quando um músculo esta fraco e o tecido oposto tenso. Estes músculos precisam ser alongados o suficiente para obter uma significativa amplitude de movimento antes que os exercícios de fortalecimento possam se tornar eficazes.

Principais músculos a serem alongados

Pescoço, ombro, braço / antebraço / dedos, tríceps, dorsais, peitorais, posteriores dorsais, peitorais da coxa, quadríceps, adutores, panturrilha.

 

Segue uma série de alongamentos para a região lombar, quadril, virilha e tendões. Para obter melhores resultados, faça-os a noite antes de dormir:


 

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VOO LIVRE

 

Você olhou para o céu e viu uma pessoa voando tranquilamente ao sabor do vento. É tudo o que você deseja fazer na vida. Antes de entrar no mundo do voo livre, talvez seja interessante ler o texto abaixo.

Esse texto tem o objetivo de esclarecer um pouco melhor sobre o voo livre, principalmente o parapente.

VÍDEO PRODUZIDO POR UM PILOTO TENTANDO RETRATAR A EMOÇÃO DO VOO:

{tab ASA DELTA}

 

É comum as pessoas confundirem com a Asa Delta, e como uma imagem vale mais que mil palavras, segue abaixo umas fotos asa delta.

 

 

ASA DELTA OU HANG GLIDER: O QUE É ISSO?

Asa Delta é o nome do objeto em português. Hang Glider é o nome do objeto em inglês. Suas características de voo são semelhantes ao da Asa Delta, porém, alguns pontos são importantes destacar: a velocidade de voo da Asa Delta é maior do que do Parapente facilitando a transição entre as térmicas e aumentando a distância a ser coberta em voo pela Asa Delta; Como a Velocidade é maior, há a necessidade de um espaço bem maior que o Parapente na hora do pouso, enquanto o Parapente pode pousar em uma pequena clareira, a Asa Delta precisa de um pequeno campo de futebol; A Asa Delta é montada em uma estrutura de metal que lhe dá mais resistência as adversidades climáticas; Esta mesma estrutura metálica inviabiliza o transporte por meio de mochila como o Parapente que ao final do voo o piloto pode pegar um ônibus com todo seu equipamento, no caso da Asa Delta é necessário o uso de carro com suporte para acondicionar a Asa Delta que normalmente é transportada por duas pessoas.

 

Abaixo as fotos da Asa Delta e o seu transporte.

 

E por curiosidade, abaixo uma imagem com as partes de uma Asa Delta. O Mastro só é usado pelas asas antigas e também é conhecido como "king post".

 

Também é comum a confusão de Asa Delta com Trike, que na verdade é uma Asa Delta construída especificamente para voar com uma gaiola motorizada. Como possui motor, o Trike é enquadrado como um ultra-leve, aeronave experimental, e é necessário o brevê de Piloto Desportivo para o seu uso.

 

Trike

 {tab PARAPENTE} 

 

PARAPENTE OU PARAGLIDER: O QUE É ISSO?

 

Paraglider é o nome do objeto em inglês. Parepente é o nome do objeto em francês. Um parapente não é um brinquedo, é um equipamento de vôo e deve ser encarado mais como uma aeronave do que como um equipamento simples de um esporte qualquer. Jamais encare o parapente como um objeto qualquer. Os Fabricantes de Parapente exigem que a venda do Parapente seja feita por meio de um Instrutor credenciado, No Brasil, a "Sol Paragliders", única fábrica nacional localizada em Jaraguá do Sul, SC, não vende suas velas se não for por meio de um instrutor. Isso é para garantir que nenhum leigo compre o equipamento e tente voar sem a instrução necessária.

 

ATENÇÃO !

 

NÃO TENTE VOAR SEM O ACOMPANHAMENTO DE UM INSTRUTOR CREDENCIADO, COMO QUALQUER ESPORTE AÉREO, A NEGLIGÊNCIA, IMPRUDÊNCIA OU IMPERÍCIA ACARRETAM EM RISCO DE MORTE. ESTE RISCO É MÍNIMO, SE PRATICADO DE ACORDO COM AS INSTRUÇÕES E REGULAMENTOS, FICA MENOS ARRISCADO QUE ANDAR DE MOTOCICLETA OU CARRO.

COMO É QUE VOA?

 

No chão, a vela nada mais é do que um monte de tecido e de linhas, conectado a uma cadeirinha afivelada ao redor de seu corpo. Quando puxamos as linhas de forma apropriada, o ar entra dentro do parapente através das aberturas que existem na parte frontal da vela e, a medida que o ar entra, o tecido assume a forma de uma asa de avião ou de planador.

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

Assim como a asa de um avião, a vela do parapente possui a parte de cima (extradorso) e a parte de baixo (intradorso). No caso do parapente, o extradorso e o intradorso são feitos de tecido. O extradorso e o intradorso estão também unidos por tecidos, formando compartimentos independentes que chamamos de células.

 

Para os novatos, basta saber que "vela" é a parte do parapente que se comportará como se fosse a asa de um avião e que a carga que essa asa levará ao ar será você e seus equipamentos de vôo.

 

Conduzimos o parapente através de duas alças colocadas nos lados dos tirantes. Essas alças são chamadas de batoques. Um batoque no lado direito e outro no lado esquerdo. Basicamente, ao puxar o batoque esquerdo, o parapente irá para a esquerda. Se puxarmos o batoque direito, o parapente irá para a direita.

 

 

 

  

 

O parapente diminuirá a sua velocidade, se puxarmos os dois batoques ao mesmo tempo.  A medida que puxamos os batoques, a vela vai perdendo suas propriedades aerodinâmicas e chega até a um ponto em que o parapente pára. Fazemos isso quando estamos bem perto do chão, a fim de pousar.

 

O EQUIPAMENTO É FORMADO DE QUANTAS PARTES?

 

Um parapente completo que tornará possível uma pessoa voar é constituído basicamente de:

 

1) VELAME, OU VELA (é a parte em tecido impermeável especial que forma um arco acima da cabeça do piloto e que tem a finalidade de produzir as mesmas propriedades aerodinâmicas das asas de um avião ou de um planador);

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2) LINHAS (são todas as linhas que ligam a vela aos tirantes),

 

 

3) TIRANTES (são as fitas feitas em material muito resistente, semelhante ao material usado nos cintos de segurança dos automóveis, que ligam as linhas aos mosquetões;

 

 

4) MOSQUETÕES (são os engates feitos em alumínio ou aço ultra resistente e que conectam os tirantes à selete.;

 

 

 

 

5) SELETE (também chamado de ARNES em francês, é a cadeirinha em que o piloto se senta. É feita em tecido grosso especial e todos os modelos atuais possuem protetores para a coluna vertebral). Existem vários Modelos e Tamanhos de acordo com a altura e peso do piloto e a que prática se destina: Acrobacia, Competição, Voo de Lazer, Duplo, etc.

CX-PRO (Competição)

 

SLIDER-AIRBAG (Conforto e escola)

6) PÁRA-QUEDAS DE EMERGÊNCIA - É parte integrante do equipamento, OBRIGATÓRIO, pois a existência ou a falta desse item pode significar a vida ou a morte do piloto. Também é adquirido de acordo com o peso do Piloto.

 

 

QUE OUTROS ACESSÓRIOS SÃO IMPORTANTES?

 

Alguns acessórios são extremamente importantes e obrigatórios:

 

1) CAPACETE - Seu uso é obrigatório e existem vários modelos específicos para o voo livre com abertura ampla e sem viseira para facilitar a visão do piloto.

 

 

 

 

2) RÁDIO - Uso obrigatório, é necessário para se comunicar com outros pilotos e o resgate, responsável para pegar o piloto quando pousa.

 

  

 

3) BOTAS ESPECIAIS - Uso desejável, porém, o uso de calçado fechado é obrigatório. As botas especiais tem proteção para evitar torções do tornozelo.

 

 

 

Outros acessórios são opcionais, mas, se forem utilizados, serão uma proteção a mais para o piloto como: JOELHEIRASCOTOVELEIRASMACACÃO TÉRMICO eLUVAS. Não custa lembrar que por mais quente que esteja a temperatura no solo, conforme se sobe a temperatura diminui. Por isso, você vai achar os pilotos prontos pra decolar com agasalhos mesmo que esteja no verão do Rio de Janeiro.

 

INSTRUMENTOS ELETRÔNICOS

 

GPS - GLOBAL POSITION SYSTEM - Informa a posição, altura, velocidade e outros dados úteis ao Piloto. Em competição o seu uso é obrigatório para registrar o vôo do Piloto. Os mais usados no Brasil são os do fabricante Garmin

 

 

VARIÔMETRO - Informa a velocidade de subida ou descida do piloto, sua altura e altitude entre outros. Instrumento que auxilia muito o piloto no vôo. Pode vir conjugado com o GPS.

 

 

{tab PARAMOTOR}

EU VI ALGUÉM VOANDO COM UM MOTOR.

PARAPENTE TEM MOTOR?

 

O parapente que vemos voando com motor chama-se PARAMOTOR. É realmente um parapente motorizado. Um motor de grande potência é ajustado às costas do piloto que, por estar motorizado, não necessitará estar em uma montanha para iniciar o voo. A decolagem pode ser feita a partir de um terreno plano.

 

 

Essa modalidade chama muita atenção, principalmente pelas praias do nosso Brasil, e isso atrai a atenção dos novatos.

 

O fato é que o vôo com paramotor, apesar de transmitir uma idéia de grande liberdade, é muito mais difícil. Só é possível em condição limitada de vento e... é mais caro.

 

Mesmo assim, é um modalidade do esporte que cresce a cada dia. Todo aquele que desejar ser um piloto de paramotor deverá, necessariamente, ter muita experiência em vôos de parapente sem motor para, somente após um longo período de treino, passar ao vôo com motor.  

 {tab INSTRUÇÃO}

A INSTRUÇÃO

 

A Instrução pode ser dividida em Fases.

 

1. A TEORIA - deverá ser ministrada durante as aulas práticas e antes do primeiro vôo no morrote.

 

2. No CHÃO - O Aluno deverá praticar a inflagem da vela no chão sob orientação do instrutor para evitar que o aluno já se machuque no chão. Nesse período o aluno vai adquirir intimidade com o equipamento e saber como cuidar do material para conservá-lo e sentir suas reações, essa fase é cansativa e fundamental para uma decolagem bem feita.

 

3. No MORROTE - Numa elevação de uns 10 a 20mts de altura com inclinação suave para que o aluno treine a decolagem e pouso. Neste momento treina-se a decolagem, o pouso e os pêndulos. Sempre acompanhado pelo instrutor que orientará todas as correções que o piloto terá que praticar.

 

4. MORRO INTERMEDIÁRIO - Um morro com altura suficiente para que o piloto treine curvas e aproximação, nesta situação, o piloto é orientado por rádio e um auxiliar de instrução fica no pouso para orientar o piloto no pouso. Serão treinadas as decolagens, as curvas, aproximação e pousos.

 

5. RAMPA OFICIAL - Agora o aluno vai desenvolver a técnica de vôo ainda sob orientação do instrutor. Decolando, agora, da Rampa onde os outros pilotos já formados também estarão. Vai praticar o que aprendeu nas aulas teóricas que já devem ter terminado:

a. Curvas, Pêndulos, Vôo de "lift" na encosta, recursos para descer mais rápido, uso do acelerador, entrar e sair de térmicas e navegação de vôo;

b. Estudo do terreno, do relevo, das térmicas, micrometeorologia, aerologia, direção e velocidade do vento, etc.

c. Regulamento: Regras de decolagem, tráfego de vôo, normas de uso do rádio e das freqüências, coordenação com o resgate, etc

Uma proposta é que o piloto vá evoluindo conforme as condições do voo, clima, vento, e a próprio sítio de voo (local destinado ao voo livre). Desta forma, em um local de voo que apresenta condições bem características conforme a hora do dia, recomenda-se realizar esta evolução em 4 fazes de acordo com o horário do dia:

1. Vôos após as 17:00hs - não há térmicas e o aluno vai ter um voo "liso"e sem nenhuma pertubação, podendo treinas as curvas, pêndulos, aproximação e pouso.

2. Vôos após as 16:00hs - já aparecem algumas pertubações de térmicas do final do dia, o alunos pode treinar algumas manobras de controle da vela e ensaiar a pegar as primeiras térmicas.

3. Vôos após as 15:00hs -  agora com térmicas fracas o aluno já estará quase solando e aprendendo a entrar e sair das térmicas e fazer vôos de "lift" na encosta.

4. Vôos a qualquer hora - Neste momento o aluno já tem mais de 15 vôos e aprendeu a avaliar as condições de voo para decolar e realizar sua navegação. O instrutor ainda irá acompanhar o aluno até ter certeza que o mesmo está apto a voar em segurança. Alguns instrutores podem avançar na instrução e realizar treinamento de colapsos e lançamento de reserva.

 

 

A partir daí o aluno terá que realizar a prova teórica e o cheque prático de voo para receber sua carteira que o habilita a realizar o voo sem um instrutor acompanhando. Vão aí de 6 meses a 2 anos de acordo como empenho do aluno.

 

QUERO APRENDER A VOAR,

QUAL É O EQUIPAMENTO IDEAL PARA MIM?

 

Existem no mercado mundial uma infinidade de marcas, modelos e tamanhos. Todos os parapentes são divididos em categorias. Para simplificar, devemos entender que os parapentes são feitos de acordo com o tipo de voo, experiência do piloto e seu peso. O normal é que os equipamentos sejam classificados:

 

1. ESCOLA - para aprender a voar. Normalmente as escolas possuem esses equipamentos para os alunos aprenderem a voar sem a necessidade de comprar.

 

2. PRINCIPIANTES/INICIANTES (ou Saída de Escola) - para pilotos formados ou mesmo em escola e com baixa freqüência de voo. Normalmente é a primeira vela que se compra.

 

3. INTERMEDIÁRIOS - São para pilotos com alguma experiência e com regularidade de voo que querem um equipamento mais avançado mas com a segurança em primeiro lugar.

 

4. AVANÇADOS - São equipamento de transição para os de Competição que exigem um comportamento ativo do piloto.

 

5. COMPETIÇÃO - Esse é usado apenas por pilotos profissionais e normalmente usados em competições com características que exigem uma larga experiência do piloto e vôo constatante.

 

Uma convenção internacional criada por uma instituição alemã especifica os parapentes como DHV 1, 2 e 3, sendo o 1 para principiantes, 2 para intermediários e 3 para avançados. Sem entrar em detalhes, para o principiante, basta saber que a medida que o número vai aumentando, significa que o parapente é mais indicado para pilotos com mais experiência. Ou seja:

DHV 1: piloto principiante que não voa regularmente.

DHV 1-2: piloto principiante que voa mais vezes.

DHV 2: piloto com mais experiência.

DHV 3: piloto muito experiente, que voa continuamente.

 

SOB PENA DE SOFRER UM GRAVÍSSIMO ACIDENTE, todo novato deverá pilotar somente parapentes indicados para o seu nível de experiência acompanhado do instrutor.

 

Os mesmos modelos de parapente são fabricados para pilotos de vários pesos. Qualquer vela deverá suportar o peso do piloto mais cerca de 20kg em equipamentos. Então, por exemplo, se você possui 60kg, deverá comprar uma vela que suporte no mínimo 80kg.

 

 MAS QUAL É A DIFERENÇA ENTRE UM DHV 1 E UM DHV 3?

POR QUE SABER ESSA DIFERENÇA É TÃO IMPORTANTE?

 

Um parapente DHV 1 é mais lento (velocidade máxima cerca de 45Km/h ou mais, dependendo do fabricante). É mais tolerante a erros cometidos pelo piloto e se estabiliza mais facilmente quando um elemento externo (uma rajada de vento mais forte por exemplo) age sobre a vela. DHV 1 é um parapente maior e mais grosso (perfil mais espesso).

 

Os parapentes DHV 3 são para pilotos muito experientes e exigem um cuidado e atenção redobrados do piloto. Em caso de panes, a vela não estabilizará rapidamente sem a interferência do piloto. DHV 3 é um parapente com perfil mais fino e possui um número muito maior de células. Um piloto iniciante, que não sabe decidir rapidamente o que fazer em uma determinada situação, poderá sofrer um acidente, se usar um equipamento DHV-3, pois ele não tem habilidade suficiente para dominar uma vela mais rápida e agressiva.

EU NÃO SEI QUASE NADA SOBRE PARAPENTES.

O QUE DEVO FAZER?

Você deve procurar um instrutor habilitado que, por sua vez, deverá indicar a você um equipamento apropriado. Esse tipo de equipamento será de acordo com o seu desempenho durante as instruções e o próprio equipamento que o instrutor dispor, durante as aulas você aprenderá tudo sobre o equipamento também.

 

 

 

COMO SABER SE O EQUIPAMENTO ESTÁ

EM BOAS CONDIÇÕES?

 

Assim como uma roupa, um automóvel ou outro equipamento qualquer, todo o parapente tem um prazo de validade. Para equipamentos novos, a SOL PARAGLIDERS dá uma garantia de 300 horas ou 3 anos de validade para o equipamento. Ao comprar um equipamento usado, você deverá prestar a atenção nos seguintes itens:

 

 

a) Estado geral do velame. O tecido do parapente é um tecido especial, é chamado "rip-stop" e é siliconado. "Rip" em inglês significa "rasgar" e "stop" é "parar". Logo "rip-stop" é um tecido que não permite "rasgar". Mesmo assim, esse tecido não é indestrutível e pode rasgar, quando arrastado contra as pedras, galhos de árvores ou quando o piloto perdeu altitude e teve de pousar em cima de árvores. Nessas condições, o tecido pode romper-se, esgaçar-se ou furar. Caso isso aconteça, o tecido poderá ser remendado pelo próprio piloto, com seu "kit de reparos", mas isso dependerá do tamanho do rasgo.

 

A camada de silicone tem a finalidade de deixar o tecido totalmente impermeável, ou seja, impedir totalmente a passagem do ar através de suas fibras. Quanto menos ar passar pelas fibras tanto melhor. Com o tempo, o tecido começa a deixar o ar escapar por entre as fibras. Se o ar passar livremente pelas fibras do tecido, o parapente perderá totalmente suas propriedades aerodinâmicas. Em outras palavras, simplesmente não voará. Para melhor verificar a rapidez com que o ar passa pelos poros do tecido, é utilizado um aparelho chamado porosímetro, mas esse equipamento só está disponível junto aos fabricantes e em alguns poucos locais no Brasil que fazem conserto de parapentes. Quanto mais antiga for a vela, mais chances de o equipamento ter um tecido mais poroso. Procure sempre saber se o tecido está poroso ou não.

 

 

b)  Fabricação. Um parapente não tem uma vida muito longa, pois trata-se de um equipamento feito de um tecido que, embora seja especial, não dura muito. Apesar disso, certamente existem equipamentos muito bem cuidados ou que foram comprados e ficaram um longo período sem serem utilizados. Procure descobrir a data de fabricação do mesmo. Se tiver mais de 5 anos de uso, o melhor é analisar o tecido com mais cuidado.

 

c)  Rasgos no tecido. Se o tecido rasgou alguma vez, esse não deverá ter remendos maior que alguns centímetros, pois os remendos são geralmente feitos com fitas que são adesivadas, quando o correto seria que eles fossem costurados ou, melhor ainda, que tivessem aquela parte do velame totalmente trocada. Sempre questione se o tecido tem remendos.

 

 

d) Estado geral das linhas. De nada adianta ter um velame novo, se as suas linhas estão comprometidas. As linhas não devem estar emendadas e nem devem estar esfiapadas, mastigadas ou danificadas de qualquer outra forma. Todo piloto consciente sabe, em caso de linhas com problemas, o melhor mesmo é trocá-las.

 

 

e) Mosquetões. Os mosquetões não devem ter sido amassados ou danificado de forma a comprometer seu formato original. Devem ter seu sistema de rosca, se houver, intacto. Se houver dúvidas quanto à qualidade dos mosquetões, é mais do que sensato trocá-los, pois é ele que conecta a cadeirinha onde você se senta ao parapente. Por mais resistentes que pareçam, os mosquetões também quebram. Se um deles se romper, você cairá em alta velocidade e deverá acionar o pára-quedas de emergência (reserva).

f) Tirantes. Os tirantes devem estar sem fiapos, sem rasgos, sem cortes de qualquer natureza. Caso tenham sido danificados, o melhor é substituí-los. As partes em metal que são partes integrantes dos tirantes devem também estar em perfeito estado, especialmente os "mosquetinhos", que ligam as linhas aos tirantes e a roldana que prende os batoques aos tirantes.

 

 

 


1- Roldana do freio 
2- Botão magnético do tirante 
3- Distorcedor 
4- Botão magnético do batoque 
5- Clips de nylon nos mosquetinhos 
6- Roldana náutica do acelerador 
7- Clips do acelerador

 

g)  Selete. A selete, ou a cadeirinha onde o piloto se senta merece muita atenção. As seletes antigas eram simplesmente um cadeirinha com fivelas. Hoje esse tipo é usado apenas em escolas. As seletes modernas utilizam um protetor especial para a coluna vertebral, em caso de quedas. Na selete também é o local onde fica acondicionado o seu pára-quedas de emergência. a melhor selete será sempre aquela que for mais nova, que tiver um bom sistema de proteção para a coluna e que seja específica para o tamanho do piloto, visto que, durante o curso de parapente que você fizer, verá que o jogo de corpo que você fará junto com os batoques é que dará a maior dirigibilidade ao parapente. Em outras palavras, você controla o parapente com os batoques e com suas nádegas. Isso é real e necessário. Portanto, a selete escolhida não deverá ser grande demais. Normalmente as seletes são fabricadas em tamanhos S (small), M (medium), L (large) e XL (extra large). Como todos sabem, equivalem ao português em P, M, G e GG.

 

Toda selete possui um sistema de engates feitos em metal, que prendem suas pernas, cintura e peito. Esses engates também devem estar funcionando perfeitamente.

 

h) O Antigo e o Novo. A tecnologia sempre avança e, se você tiver mais recursos sobrando, é melhor comprar um equipamento o mais novo possível. Isso não significa que os equipamentos velhos sejam inúteis ou que não tenham o devido desempenho. É só analisar a vela com atenção.

 

i) Laudo do fabricante. Teoricamente, uma vela deve ser vistoriada anualmente, mas, na prática, isso nem sempre acontece. Então, se você quer um equipamento com garantia, exija um laudo técnico expedido pelo fabricante. Isso torna a compra do equipamento um pouco mais cara, mas é mais segura, uma vez que o fabricante é o único que pode dar a certeza da qualidade dos equipamentos que ele mesmo fabricou e que dará ao piloto a tranqüilidade de estar usando um equipamento seguro.

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Este texto tem a finalidade de familiarizar quem gosta do esporte e nenhum conhecimento sobre o assunto, de tal forma que procurei usar uma linguagem que todos entendessem com poucos termos técnicos para dar uma visão geral sobre o esporte. se você realmente quiser iniciar o esporte, o primeiro passo é procurar um instrutor, e de preferência mais de um e conversar com eles e ver o método que usam, forma de pagamento, tempo de treinamento, equipamento que é oferecido e até referências. A internet é um bom ponto de partida. Lembre-se, é um esporte seguro se praticado com responsabilidade, senão torna-se tão perigoso como uma moto pilotada em alta velocidade por um bêbado.

 

Bons Voos !

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